Albânia envia ajuda médica para Itália

 

No dia de ontem, 30 médicos e enfermeiros viajaram para Itália para ajudar no combate à Covid-19. A ajuda médica será para a Lombardia, a região mais afetada pela pandemia do novo coronavírus. 


A Albânia regista até ao momento 197 casos confirmados e dez mortos. Apesar de o país também estar na luta contra a pandemia, o governo albanês decidiu ajudar o país irmão. “Não temos falta de memória (…) a Albânia e os albaneses nunca abandonam um amigo em dificuldades. Hoje somos todos italianos, e a Itália deve vencer e vencerá esta guerra também por nós, pela Europa e por todo o mundo” afirmou o primeiro-ministro albanês Edi Rama. 
Enquanto cumprimentava a equipa médica no aeroporto, Edi Rama disse-lhes “Vocês, membros corajosos desta missão pela vida, partem para uma guerra que também é nossa. 

Histórico de entre-ajuda 

O primeiro-ministro Albanês recordou ainda que “Trinta médicos e enfermeiros nossos partem hoje para Itália, não são muitos e não vão resolver a batalha entre o inimigo invisível e os médicos que lutam do outro lado do mar [os dois países são separados pelos mares Adriático e Jónico]. Mas Itália foi a nossa casa quando os nossos irmãos nos salvaram no passado, ao albergar-nos e adotando-nos enquanto aqui se sofria”.
Depois da Segunda Guerra Mundial, no fim do regime comunista do final dos anos 80 e na crise de fome nos anos 90, a Itália foi uma ajuda crucial para a Albânia. Edi Rama explicou que “Estamos a combater o mesmo inimigo invisível. Os recursos humanos e logísticos não são ilimitados, mas não podemos mantê-los de reserva enquanto em Itália se precisa tanto de ajuda”. “É verdade que todos estão fechados nas suas fronteiras, e que países riquíssimos voltaram as costas uns aos outros. Mas talvez seja por não sermos ricos nem sem memória, que não podemos permitir não demonstrar a Itália que a Albânia e os albaneses não a abandonam.”
Os 30 médicos e enfermeiros albaneses voluntariam-se para ajudar. No entanto, a Albânia vai pagar-lhes e assegurar as despesas que devem equivaler a 85 mil euros para o mês que deverão permanecer na Lombardia. 
Há cerca de 400 mil albaneses a viver em Itália, que enviam o dinheiro para as famílias e investem dinheiro na sua terra natal, a Albânia. 

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